De acordo com Teresa Coelho, que participou na assinatura do contrato de construção de um edifício de apoio à trasfega de pescado do cerco no porto de pesca de Sines, no primeiro semestre deste ano registou-se "um crescimento de 23% em comparação com o período homólogo de 2020".

Também a "quantidade de pescado transacionado subiu, passando de 33 mil toneladas em 2020, para 37,1 mil toneladas em 2021, correspondendo a um aumento de 12,7%, o que resultou num aumento global do preço médio de 9,2% para 2,81 euros/quilograma", adiantou.

"Comparativamente a 2019, ou seja, em período prévio à pandemia de covid-19, verifica-se igualmente um aumento do valor de pescado transacionado, de 5,3%, e o preço médio do pescado registou igualmente um crescimento, de 16,8%", sublinhou.

Em declarações aos jornalistas, à margem da cerimónia, a secretária de Estado das Pescas, disse que durante a pandemia o "setor das pescas manteve o abastecimento ao mercado e, este ano, mesmo durante o estado de emergência e com confinamento, reagiu com absoluta normalidade", daí serem registados "uns resultados extraordinários".

"A nossa preocupação enquanto tutela é aumentar o rendimento dos pescadores e valorizar o pescado na lota", acrescentou a governante, realçando a "resiliência" do setor das pescas.

De acordo com o presidente da administração da Docapesca, Sérgio Faias, o investimento de 1,2 milhões de euros na construção de um edifício de apoio à trasfega de pescado do cerco no porto de pesca de Sines vai permitir "melhorar a segurança dos trabalhadores e valorizar o pescado capturado".

O edifício permitirá a escolha do pescado previamente à entrada em lota, desenvolvendo-se num único piso e respeitando os requisitos funcionais na sua relação com a doca e os edifícios já existentes da lota.

"Temos de criar as condições para que o tratamento do pescado se realize com as melhores condições de segurança, permitindo que o pescado seja descarregado da embarcação e entre no pavilhão sem estar exposto às condições atmosféricas e, com isto, durante a fase de escolha e manipulação, o pescado vai estar protegido e não vai perder as suas características", explicou o administrador.

A empreitada, "vai estar dividida em duas fases" e inclui a construção do pavilhão operacional, as instalações sanitárias, balneários e a zona exterior coberta que fará a ligação da fábrica do gelo ao edifício da lota.

Para a secretária de Estado das Pescas, Teresa Coelho, trata-se de uma obra "importante para melhorar" não só "a segurança dos pescadores" como "a segurança alimentar" do pescado capturado pela pesca do cerco.

A primeira fase da obra está prevista arrancar em agosto e o conjunto das duas intervenções tem uma duração de cerca de nove meses, prevendo-se a sua conclusão em abril de 2022.