Segundo os dados oficiais divulgados pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), os restantes 5% do fornecimento nacional foram assegurados por via terrestre, através das interligações gasistas com Espanha em Campo Maior e Valença do Minho.

No balanço das importações de Gás Natural Liquefeito (GNL) por via marítima, a Nigéria manteve-se como o principal parceiro comercial de Portugal, sendo a origem de 50% do volume descarregado.

Os Estados Unidos posicionaram-se na segunda rota mais relevante, com uma quota de 43%.O relatório da ERSE confirma ainda a chegada de três navios metaneiros com origem na Rússia, o que representou 7% do total de GNL recebido em Sines.

Em termos energéticos, o volume importado de território russo fixou-se nos 3,3 terawatts-hora (TWh), um valor idêntico ao registado no período homólogo anterior.

O Ministério do Ambiente e da Energia esclarece que estas transações decorrem de um contrato privado de longo prazo gerido pela operadora espanhola Naturgy, reiterando o compromisso de Portugal em cessar a importação de gás russo até ao início de 2027, em linha com as sanções e as metas de independência energética delineadas pela União Europeia.