Repsol recebe Título Digital de Exploração para novas fábricas do Projeto Alba em Sines
A Repsol assinalou hoje, dia 2 de setembro, a entrega do Título Digital de Exploração para as duas novas fábricas do Projeto Alba, localizadas no Complexo Industrial de Sines. A atribuição desta licença representa um marco decisivo para o desenvolvimento do projeto, ao permitir o exercício da atividade industrial em conformidade com o regime jurídico aplicável e ao aproximar o investimento da sua plena entrada em operação.
A cerimónia contou com a presença do Ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, do Presidente da CCDR Alentejo, Ricardo Pinheiro, e do Presidente da Câmara Municipal de Sines, Álvaro Beijinha, além de representantes da Repsol e de várias entidades regionais e nacionais ligadas ao desenvolvimento económico e industrial.
Durante o evento, Salvador Ruiz, Diretor da Repsol Polímeros, sublinhou que a entrega do Título de Exploração representa um momento determinante para o Projeto Alba e para o futuro do Complexo Industrial de Sines, acrescentando que este investimento reforça a capacidade produtiva da empresa, incorpora tecnologias mais eficientes, consolida Sines como um polo industrial de referência na Europa e dá um contributo concreto para a competitividade da indústria nacional num contexto global cada vez mais exigente.
Para o Ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, a emissão deste título digital demonstra que a transição energética e a incorporação de tecnologias limpas podem alinhar-se com os objetivos nacionais de reindustrialização e descarbonização, reforçando a capacidade exportadora do país.
O governante defendeu que, no final do dia, não basta produzir energia limpa, sendo necessário transformá-la em valor industrial, em exportações e em emprego qualificado.
Manuel Castro Almeida referiu ainda que, com a entrega deste título, o Estado acentua a sua aposta na necessidade de fomentar o investimento produtivo, simplificando processos e criando as condições para que o complexo industrial de Sines se afirme como um polo mais tecnológico, sustentável e competitivo.
Por seu lado, Ricardo Pinheiro, Presidente da CCDR Alentejo, focou a relevância estratégica da região no panorama comunitário, destacando que a soberania europeia é decisiva e deve assentar numa abordagem multissetorial e multimaterial.
O responsável recordou que o polipropileno é um dos materiais que pode aumentar a competitividade da produção europeia, afirmando que o Alentejo assume hoje uma posição de liderança na Europa no que respeita a este material.
Reconhecido como projeto de Potencial Interesse Nacional (PIN), o Projeto Alba envolve um montante global de cerca de 820 milhões de euros, sendo considerado o maior investimento na área industrial em Portugal nos últimos 10 anos.
O plano contempla a construção de duas novas unidades industriais dedicadas à produção de polipropileno e polietileno linear, com uma capacidade nominal conjunta de 600 mil toneladas por ano.
A produção terá como principal destino os mercados internacionais, reforçando o perfil exportador da economia nacional.
No que toca ao impacto social e económico, o projeto empregou cerca de 1.300 pessoas em períodos de pico durante a fase de construção e, para a fase operacional, garantiu a criação de 100 postos de trabalho diretos e cerca de 300 indiretos.
Além das novas fábricas, o Projeto Alba integra um conjunto de investimentos focados na eficiência energética e ambiental do complexo.
Entre as principais infraestruturas destacam-se uma nova plataforma logística, áreas adicionais de armazenagem e segurança industrial, nova capacidade de produção de energia fotovoltaica para autoconsumo e um eletrolisador de hidrogénio renovável com uma potência de 4 MW, integrado no projeto H2Alba.
A par destas valências, o projeto abrange a eletrificação de equipamentos industriais críticos, a modernização de infraestruturas energéticas e a implementação de soluções de redução de emissões, otimizando o consumo de recursos e acompanhando a transformação da Repsol no sentido de uma atividade de menor intensidade carbónica.
A Repsol já tinha obtido, no passado dia 10 de julho, o Título Digital de Alteração e Exploração do eletrolisador do projeto H2Alba, a licença necessária para o arranque da instalação.
Este foi um dos primeiros títulos desta natureza atribuídos em Portugal e o primeiro relativo a um eletrolisador à escala industrial.
Com um investimento associado de 15 milhões de euros, o equipamento utilizará eletricidade de origem renovável, fornecida em parte pelo parque fotovoltaico em regime de autoconsumo do complexo, para produzir cerca de 600 toneladas de hidrogénio verde por ano.
Este combustível será integralmente consumido nas operações do próprio complexo de Sines, permitindo uma redução estimada de cerca de 6.000 toneladas de emissões de CO? anuais.
Com esta autorização, o novo eletrolisador entra na sua fase final antes do início da operação.
O arranque da produção está previsto para os próximos meses, em simultâneo com a entrada em funcionamento das novas unidades de Polietileno Linear e Polipropileno do Projeto Alba.
A entrega do Título de Exploração hoje assinalada consolida Portugal como um destino de investimento industrial de elevada intensidade tecnológica, posicionando o Complexo Industrial de Sines como um dos principais polos industriais e sustentáveis da Europa.
