Foto: GALP

A decisão surgiu numa altura em que a interrupção de uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo fez disparar os preços da matéria-prima e aumentou a pressão sobre o abastecimento de combustíveis, sobretudo os utilizados pelo setor da aviação.

Segundo o Negócios, a refinaria de Sines, a única em território nacional, produzia habitualmente cerca de 80% do combustível de aviação consumido em Portugal.

Para mitigar a crise, a Galp optou por maximizar a produção de jet fuel em detrimento do gasóleo destinado à exportação, numa estratégia resumida pela própria petrolífera como uma decisão de “make em vez de buy”.

A empresa sublinhou que esta opção não teve impacto no abastecimento de gasóleo ao mercado nacional, uma vez que o combustível cuja produção foi reduzida se destinava exclusivamente aos mercados externos.

Apesar do esforço local, continuou a ser necessário recorrer ao mercado internacional para suprir os restantes 15% das necessidades.

Neste cenário de escassez, os Estados Unidos assumiram um papel central no abastecimento europeu, enquanto Portugal conseguiu mitigar os efeitos da crise graças à flexibilidade da refinaria de Sines.