Em comunicado, a associação manifestou profunda preocupação com os impactos ecológicos da central, que contará com 23 aerogeradores e um sistema de armazenamento com 61 contentores de baterias de lítio.

A Quercus detalha um conjunto de ameaças críticas para a biodiversidade local, destacando o risco severo de mortalidade por colisão de aves e morcegos com as pás das turbinas, a perda de habitats e o atropelamento de pequenos animais durante a fase de construção.

Além disso, os ambientalistas alertam para a perturbação permanente de espécies nativas provocada pelo ruído operacional e criticam o abate previsto de árvores protegidas, como sobreiros e azinheiras, o que afetará diretamente o ecossistema do montado.

Em contrapartida, o promotor defende no Estudo de Impacto Ambiental que a infraestrutura de 138 megawatts é fundamental para garantir o funcionamento do polo digital com energia 100% renovável.

A central, desenhada para produzir cerca de 386,4 Gigawatts-hora por ano, ligar-se-á ao complexo de Sines através de uma linha direta de alta tensão para minimizar perdas de rede.

O argumento da Hyperion Renewables foca-se na mitigação da pegada de carbono deste centro tecnológico que, na sua capacidade máxima, poderá consumir até 20% da eletricidade de Portugal.