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Em Luzianes-Gare, no interior do concelho de Odemira, João Ferreira ouviu a população reclamar que “há cerca de dez anos que o comboio passa, mas não para”.

Mais do que mera sensibilização da população para a importância deste meio de transporte, este “Ano Europeu” deve “servir para uma reflexão sobre a situação da ferrovia em Portugal”.

João Ferreira, afirmou que “o desinvestimento e a degradação da ferrovia portuguesa, processo que se vem desenrolando desde há décadas, é inseparável das orientações da UE, tendo em vista a liberalização e mercantilização do sector”.

Ao longo das últimas décadas, “perderam-se 1200 km de caminho-de-ferro, 20 mil postos de trabalho, fábricas foram fechadas, a CP - grande empresa pública nacional - foi desmembrada” acrescentou o eurodeputado.

“É significativo que, desde 2003, não se compre um comboio em Portugal e que em 10-15 anos se preveja o fim do tempo de vida de muito do material circulante” concluiu João Ferreira.


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