O evento, que reúne diversos movimentos cívicos e ecológicos, foca-se em discutir o impacto da agricultura intensiva, dos grandes projetos energéticos e do turismo no Litoral Alentejano, terminando amanhã com um plenário e uma manifestação.

Este domingo, a iniciativa prossegue na cidade de Sines com um programa fortemente focado na transição industrial e no associativismo. A manhã ficou marcada pela visita guiada “Conhecer Sines: da indústria ao mar”.

Durante a tarde, o Jardim do IOS transforma-se no palco central do encontro ao acolher três painéis de debate consecutivos. O primeiro, intitulado “Que futuro para Sines?”, conta com as intervenções de representantes do movimento Roda Inquieta, do sindicato SIEAP e do ISCTE.

Seguem-se discussões dedicadas à expansão energética na região, com a participação de várias plataformas alentejanas, e uma sessão focada na organização e articulação dos movimentos de base.

A jornada de ontem, em Melides, ficou assinalada por uma concentração junto ao Parque de Campismo da Galé e por sessões na Casa do Povo que abordaram o acesso público às praias, a especulação imobiliária e a escassez de água provocada pelas explorações agrícolas intensivas.

O dia fechou com a antestreia do documentário “Litoral Alentejano: Zona de Sacrifício”, que contou com a presença do realizador Fernando Amaral Antunes.

O encontro encerra esta segunda-feira, dia 5 de outubro, em Sines.

Os movimentos sociais agendaram um plenário geral para as 10:00, ao qual se seguirá uma manifestação pelas ruas da cidade, com início marcado para o meio-dia, com o objetivo de exigir melhores condições de trabalho e um modelo alternativo de desenvolvimento para a região.