O encenador Marco Martins apresenta “A Ilha”, um espetáculo multidisciplinar construído a partir das memórias vivas e dos testemunhos dos habitantes desta histórica aldeia mineira.

A produção resulta de uma parceria entre a associação cultural Ainda Não Tem Nome e o Arena Ensemble.

A performance propõe uma viagem imersiva de 130 minutos que cruza teatro, música, fotografia e artes visuais.

O público será convidado a realizar um percurso de 1,5 quilómetros, que inclui a passagem por uma galeria subterrânea com 270 metros de extensão.

Financiada pela Direção-Geral das Artes através do programa LA-TITUDES, a iniciativa coloca a comunidade local no centro do processo criativo, transformando as ruínas mineiras num espaço de partilha sobre o trabalho, a resistência e o impacto socioeconómico que moldou gerações.

A base documental da peça assenta numa investigação minuciosa conduzida por Afonso Cruz, Joana Pereira Bastos e Raquel Moleiro.

O coletivo recolheu relatos marcantes como o de Etelvina Guerreiro, que recorda o medo da mina e a perda do pai para a silicose.

 Para dar corpo a estas memórias, Marco Martins conta com a colaboração dos artistas André Cepeda, Gabriel Ferrandini, Henrique Pavão e João Pimenta Gomes.

Embora a entrada seja gratuita, a lotação é estritamente limitada, sendo obrigatória a reserva prévia de bilhetes.