As obras foram criadas a partir de resíduos encontrados na linha de costa, como pedaços de madeira, boias, redes de pesca e objetos do quotidiano. Nuno Antunes, que se dedica há vários anos à prática de plogging — uma modalidade sueca que alia o desporto à recolha de lixo —, utilizou estes materiais descartados para criar peças que desafiam o público a refletir sobre o desperdício, a poluição marinha e a responsabilidade ambiental.A mostra assinala o arranque oficial do Parque Cultural e Regenerativo Casas da Ilha, um projeto com cerca de 30 hectares situado na aldeia de Fonte do Mouro, em pleno Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina. Este espaço, que conta com o aval e apoio do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), assume-se como o primeiro parque cultural do litoral alentejano e pretende funcionar como um modelo de regeneração do território através da união entre arte, biodiversidade e comunidade. Ao longo do ano, o local irá dinamizar workshops, instalações artísticas, atividades familiares e eventos gastronómicos tradicionais.

Para o público que pretenda conhecer o projeto e a exposição, estão integradas no FMM visitas guiadas gratuitas — e sem necessidade de inscrição prévia — nos dias 18 e 19 de julho, às 16h00. Após o festival, a exposição "Waste 2 Arte" continuará aberta ao público até ao dia 19 de setembro, podendo ser visitada diariamente das 16h00 até ao pôr do sol.