O objetivo passa por garantir a salvaguarda deste imóvel histórico, classificado como Monumento de Interesse Municipal. Paralelamente às obras em curso, as autoridades competentes avançam com a preparação de um projeto estruturado de conservação, consolidação e investigação da igreja.

A iniciativa pretende devolver à comunidade um monumento de elevado valor patrimonial e sentimental. Este é o único edifício que ainda preserva o nome e a identidade da antiga freguesia local, extinta em 1855.

Com origens prováveis na primeira metade do século XVI, a Igreja de São Mamede do Sádão carrega uma longa história de desgaste. Já em 1552, durante uma visitação de D. António Preto, Prior-mor do Convento de Palmela e da Ordem de Santiago, o templo foi formalmente classificado como "velho".

Mais tarde, a Memória Paroquial de 1758 descrevia o espaço como uma igreja pequena de três altares, cuja capela-mor — com orago a São Mamede — tinha ficado severamente arruinada devido ao Terramoto de 1755.Registos de 1911 indicam que a estrutura era então composta por um altar-mor, dois altares laterais, sacristia, batistério, púlpito, oficinas, campanário e um pequeno sino.

Contudo, ao longo do século XX, o monumento enfrentou um processo contínuo de degradação, agravado pelo progressivo abandono da pequena aldeia onde se insere.

O valor cultural, histórico e religioso do edifício acabou por ser reconhecido oficialmente em 2015, ano em que recebeu a classificação de Monumento de Interesse Municipal, estatuto que agora fundamenta estas ações de proteção urgente.