O boletim epidemiológico da DGS indica ainda que estão internadas 3 260 pessoas, mais 89 do que na segunda-feira, das quais 512 em cuidados intensivos, ou seja, mais duas.

Desde o início da pandemia, Portugal já registou 7 286 mortes e 436 579 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2, estando hoje ativos 80.183 mais 175 do que na segunda-feira.

As autoridades de saúde têm em vigilância 96 577 contactos, mais 1 828 relativamente ao dia anterior.

Graça Freitas apela a quem esteve em contacto com pessoas que não são do núcleo próximo e habitual, no período do Natal e Ano Novo, para que estejam atentos ao aparecimento de sinais como tosse ou febre.

A diretora-geral garante ainda que nem todas as pessoas vão ficar imunizadas com a vacina contra a Covid-19, e lembra que é crucial manter os hábitos como a higienização das mãos e distanciamento físico.

Sobre a assistente do IPO que morreu após ser vacinada contra a Covid-19 no Porto, Graça Freitas afirmou que "há fenómenos que podem estar temporalmente associados mas temos de aguardar serenamente a investigação".

A diretora revelou que existem 417 surtos ativos – 55 no Norte, 25 no Centro, 284 em Lisboa, 29 no Alentejo e 24 no Algarve.

Relativamente à vacina da Moderna, Graça sublinhou que se aguarda a validação da Agência Europeia de Medicamentos. "Tudo indica que assim será, que irá passar os testes clínicos. Só depois se saberá como vão ser recebidas as vacinas em Portugal".

A taxa ocupação dos hospitais encontra-se entre os 70 e 90%, mas "com grande capacidade dos serviços se readaptarem", revelou.

A nova variante do coronavírus "já se propagou para muitos países. Portugal está a estudar nova variante intensamente, estamos a contribuir para o conhecimento internacional. Esta variante parece que de facto se transmite mais facilmente, mas não há nenhuma indicação, para já, que seja mais grave". No entanto "só pela quantidade de casos já implica um risco acrescido", disse.


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