Greve da Função Pública paralisa recolha de lixo e encerra escolas no Litoral Alentejano
Vários setores estratégicos da região do Litoral Alentejano registam fortes perturbações esta sexta-feira devido à paralisação nacional da Função Pública, que está a afetar de forma expressiva o normal funcionamento de escolas, tribunais, unidades de saúde e os serviços de recolha de resíduos urbanos.
A greve, convocada para o período entre as 00h00 e as 24h00 de hoje, abrange cerca de 350 mil trabalhadores das carreiras gerais da Administração Pública central, local e regional.
A mobilização inclui assistentes operacionais, assistentes técnicos e técnicos superiores que exigem aumentos salariais imediatos, a valorização urgente das respetivas carreiras e a melhoria transversal das condições de trabalho no setor público.
No setor da educação, o impacto da greve traduz-se no encerramento de diversos estabelecimentos de ensino, enquanto a área da saúde enfrenta sérios constrangimentos na prestação de serviços.
Ao nível da administração local, a adesão é descrita como elevada na generalidade dos serviços públicos.
O cenário é particularmente crítico na recolha de resíduos sólidos urbanos, que se encontra totalmente paralisada, com 100% de adesão, nos municípios de Alcácer do Sal, Santiago do Cacém e Sines.
No concelho de Grândola, a recolha opera em serviços mínimos, estando operacional apenas uma das quatro viaturas da frota municipal.
