GNR celebra 20 anos de combate aéreo a incêndios com 81 mil missões e eficácia recorde de 96%
A Guarda Nacional Republicana (GNR), através da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS), assinala duas décadas de empenhamento operacional das Equipas Helitransportadas de Ataque Inicial (EHATI). Ao longo deste período, o modelo de intervenção imediata registou mais de 81 mil intervenções e uma taxa de eficácia superior a 95% na contenção de incêndios rurais na sua fase nascente.
Integradas no dispositivo nacional de resposta, as EHATI atuam em articulação permanente com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
A capacidade de supressão da Guarda assenta no emprego combinado de forças terrestres e equipas helitransportadas, o que garante uma intervenção tática adaptada às diversas fases dos incêndios (Ataque Inicial, Ampliado e Estendido).
Atualmente, o dispositivo permanente conta com 56 subunidades operacionais dispersas pelo território continental, as quais mantêm equipas móveis em patrulhamento preventivo e vigilância com base em análises de risco.
O sucesso do modelo baseia-se no binómio operacional que une cinco militares especializados ao helicóptero de transporte e combate.
Projetada rapidamente para a linha de fogo, a equipa executa ações de combate apeado com ferramentas manuais, beneficiando do apoio aéreo contínuo através de descargas de água ou espuma calibradas com o avanço no solo.
Este método alia a velocidade de projeção do meio aéreo à capacidade de consolidação no terreno, travando a progressão do fogo num momento crítico e evitando a escalada para grandes incêndios.
A criação desta força profissional de intervenção rápida remonta a 2006, com o então denominado Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS), atual UEPS, na sequência dos grandes incêndios florestais de 2003 e 2005.
A primeira missão helitransportada realizou-se a 18 de maio de 2006, num incêndio rural em Colmeal, no concelho de Figueiró dos Vinhos, com a equipa a ser projetada a partir do Centro de Meios Aéreos do Cabeço do Peão.
Além da supressão direta, as equipas no terreno funcionam como sensores avançados para o comando das operações.
Através da captação de imagem aérea, georreferenciação das forças e transmissão de dados em tempo real, a UEPS alimenta os sistemas de monitorização operacional, reforçando a consciência situacional e apoiando a tomada de decisão sobre o empenhamento de reforços.
Vinte anos depois, a GNR reafirma a prontidão destas forças que abrangem todo o ciclo da gestão do fogo rural, desde a prevenção e fiscalização até à investigação de causas e validação das áreas ardidas.
