Galp recua na fusão com a Moeve mas garante solidez do negócio
A Galp e a espanhola Moeve desistiram da fusão dos seus negócios de refinação e distribuição de combustíveis. O anúncio foi feito esta segunda-feira pela petrolífera portuguesa num comunicado enviado à CMVM.
Foto: Galp
A operação, que tinha sido avançada em janeiro, previa a criação de duas empresas conjuntas: uma para os ativos industriais, incluindo a refinaria de Sines, e outra para a venda de combustíveis.
O negócio tinha gerado forte preocupação no Governo português e motivado várias críticas, devido ao receio de perda de controlo da única refinaria ativa em Portugal, uma vez que a Galp ficaria com uma posição minoritária nessa área.
No retalho, as empresas ficariam com partes iguais, prevendo-se que em Portugal operasse apenas a marca Galp e em Espanha a Moeve.
A administração da Galp, liderada por Paula Amorim, explicou que, apesar dos esforços e da solidez estratégica do plano, não foi possível alcançar o alinhamento comercial necessário para garantir uma parceria duradoura.
A petrolífera assegura, no entanto, que este desfecho não tem qualquer impacto nas operações atuais ou na confiança do grupo.
Em comunicado, a Galp reforçou que o seu negócio autónomo mantém um posicionamento sólido, sustentado por uma rede de retalho de referência e por grandes projetos de transição energética em Sines, como a produção de hidrogénio verde e de biocombustíveis avançados.
