Foto: GALP

 A empresa assegura que todas as partes envolvidas permanecem empenhadas numa transação que promete gerar um valor estratégico e financeiro significativo a longo prazo para os acionistas.

O desenho da operação prevê a divisão dos ativos em duas grandes plataformas empresariais independentes.

A primeira será dedicada ao retalho e à mobilidade, agregando as redes de postos de abastecimento de combustíveis de ambas as marcas sob um regime de co-controlo partilhado entre a Galp e a Moeve.

A segunda vertente consistirá numa plataforma industrial focada nas áreas de refinação, petroquímica, trading e combustíveis de baixo carbono, como o hidrogénio verde e os biocombustíveis.

Nesta estrutura industrial, a Galp assumirá uma posição minoritária, embora superior a 20%, ficando a maioria do capital nas mãos dos acionistas da tecnológica espanhola.

A integração proposta ganha especial relevância no panorama energético nacional ao incluir a refinaria de Sines, um dos ativos industriais mais estratégicos de Portugal.

A Galp sublinha que o principal foco das conversações atuais passa por garantir um quadro financeiro, operacional e de governação que proteja os interesses das partes envolvidas e assegure a eficiência dos negócios combinados no mercado ibérico.