FMM Sines concilia rigor financeiro com excelência cultural em 2026 (com áudio)
O Festival Músicas do Mundo (FMM) de Sines de 2026 encerrou com um "balanço positivo", segundo a avaliação oficial apresentada pela autarquia local, entidade organizadora do evento.
Foto: António Contreiras
De acordo com Álvaro Beijinha, presidente da Câmara Municipal de Sines, o certame deste ano conseguiu conciliar o rigor financeiro com a excelência cultural que habitualmente caracteriza a iniciativa.
A organização sublinhou o comportamento exemplar do público e a manutenção dos padrões de qualidade da programação artística.
O autarca garantiu que a qualidade se manteve, destacando que os festivaleiros respeitaram o espaço público e que foi possível reduzir as despesas através do corte de algumas "gorduras", o que demonstra uma capacidade de otimização de recursos sem comprometer a identidade do festival.
Apesar do sucesso global, a organização reconheceu que se registou, em alguns dias, uma ligeira redução de espectadores no interior do Castelo.
Esta quebra é justificada pelas “dificuldades económicas sentidas pela população jovem” e pela alternativa de “assistir aos concertos através dos ecrãs gigantes instalados tanto junto ao Castelo como na Avenida da Praia”.
Em contrapartida, registou-se um aumento substancial na procura pelo campismo, o que levou à lotação completa do espaço disponível junto ao Pavilhão Multiusos.
Face a este cenário, a autarquia já pondera, para a próxima edição, aumentar a área de acampamento e reforçar as zonas de sombra.
No que diz respeito à segurança, o balanço é igualmente positivo, não tendo sido registado qualquer incidente durante a realização do festival, tanto em Sines como em Porto Covo.
Em termos orçamentais, após um investimento de cerca de 2,1 milhões de euros na edição de 2025, o evento deste ano foi organizado com uma redução de custos estimada entre os 350 e os 400 mil euros.
Além dos concertos, o festival ofereceu um programa de iniciativas paralelas, com exposição, atividades de divulgação científica, cinema documental, espetáculos para a infância, oficinas, sessões de narração oral, encontros com músicos do FMM, visita aos bastidores, apresentações de livros e feira do disco, do livro e do cartaz.
O festival encerrou na madrugada deste domingo com o tradicional espetáculo de fogo de artifício, assinalando a celebração da diversidade, da descoberta e do encontro entre diferentes culturas.
