No final da visita ao Centro de Saúde de Sines, Carlos Cortes alertou para as graves carências na atração e fixação de profissionais de saúde na região.

Atualmente, a unidade dispõe de menos de 100 médicos para cerca de 100 mil residentes, um número que é ainda mais pressionado pela forte presença de imigrantes e de população flutuante.

Esta escassez faz com que apenas 70% dos utentes tenham médico de família atribuído.

Para colmatar a falta de especialistas, a instituição tem sido obrigada a recorrer, de forma instável, a prestadores de serviços externos e a clínicos sem especialidade.

O bastonário criticou o bloqueio do Ministério da Saúde ao avanço da especialidade de pediatria na região e exigiu um apoio diferenciado por parte da tutela e da Direção Executiva do SNS para territórios vulneráveis.

Carlos Cortes apontou o elevado custo da habitação como o principal obstáculo à fixação de pessoal, defendendo a urgência de um programa habitacional específico para trabalhadores essenciais.

Face a este diagnóstico crítico, a Ordem dos Médicos anunciou que irá apresentar publicamente, na Guarda, um plano estratégico com propostas concretas para atrair e fixar médicos em zonas de baixa densidade.