Com curadoria assinada por Fernando J. Ribeiro e Sandra Vieira Jürgens, a mostra reúne um conjunto significativo de trabalhos de criadores consagrados e emergentes. O objetivo é refletir a diversidade e a vitalidade da produção artística contemporânea em Portugal.

A vasta lista de artistas representados inclui nomes de referência como Paula Rego, Helena Almeida, Julião Sarmento, José Pedro Croft e Eduardo Batarda, além de dezenas de outros autores de várias gerações.

Integrada no programa de circulação nacional da CACE, a iniciativa propõe uma leitura sensível e expandida do imaginário associado à época estival. O ponto de partida centra-se na experiência da vida balnear e nas formas de sociabilidade, lazer e pertença que esta mobiliza.

Estruturada em núcleos temáticos — que oscilam entre o humano e o animal, as geografias imaginárias e os corpos em suspensão —, a exposição convoca dimensões instintivas, utópicas e sensoriais para refletir sobre a permeabilidade das identidades e dos espaços.

Ao mesmo tempo, cumpre uma lógica de itinerância que reforça o compromisso do Estado com a descentralização e circulação do património artístico.

Paralelamente, o programa curatorial vai contar com o "Silly Season", um projeto de educação e mediação orientado para a comunicação e o acesso à arte contemporânea.

Esta extensão pedagógica traduzir-se-á em sessões de formação alicerçadas em iniciativas que abordam temas contemporâneos de forma envolvente.

A exposição resulta de uma parceria entre a Museus e Monumentos de Portugal, E.P.E. e o Município de Sines, tendo sido desenvolvida no âmbito da Rede Portuguesa de Arte Contemporânea (Direção-Geral das Artes), em colaboração com o Centro de Artes de Sines e o MUDAS – Museu de Arte Contemporânea da Madeira.