Encontro por Justiça Ambiental termina hoje em Sines com plenário e manifestação nas ruas
O Encontro por Justiça Social e Ambiental termina hoje em Sines com um plenário geral e uma manifestação pelas ruas da cidade, culminando três dias de intensos debates sobre o modelo de desenvolvimento da região.
A iniciativa, que começou no sábado em Melides e passou ontem por vários pontos de Sines, junta movimentos cívicos, sindicatos e investigadores na contestação aos impactos ambientais e laborais no Litoral Alentejano.A manhã desta segunda-feira fica marcada pela realização de um plenário de movimentos, com início às 10:00, focado na articulação e nas próximas lutas dos coletivos de base. A grande ação de encerramento está agendada para o meio-dia, hora a que arranca a manifestação que vai percorrer as artérias de Sines. Os protestos visam denunciar problemas estruturais na região, como a proliferação da agricultura intensiva, a pressão dos grandes projetos energéticos e turísticos, a prospeção mineira e a precariedade laboral no território.O dia de ontem ficou marcado por uma forte adesão aos debates realizados no Jardim do IOS, sob o mote “Que futuro para Sines?”, que contaram com a participação da associação Roda Inquieta, do sindicato SIEAP e do ISCTE. A discussão centrou-se na expansão energética e na necessidade de salvaguardar as comunidades locais. Antes disso, os participantes realizaram a visita guiada “Conhecer Sines: da indústria ao mar”, que analisou o impacto ecológico do complexo industrial na costa.
O arranque do encontro, no sábado, em Melides, tinha já colocado em cima da mesa temas críticos como a especulação imobiliária, o acesso público às praias e a escassez de água provocada pela agricultura intensiva. A noite de sábado ficou ainda assinalada pela estreia do documentário “Litoral Alentejano: Zona de Sacrifício”, do realizador Fernando Amaral Antunes, que serviu de mote para as reivindicações que hoje saem à rua.
