As estruturas representativas defendem uma rotura profunda com as políticas das últimas décadas, apontando graves carências que condicionam a vida das populações locais nas áreas da saúde, educação, transportes e infraestruturas.

A saúde é identificada pelas comissões como o setor mais crítico em todo o território alentejano. Atualmente, registam-se cerca de 35 mil utentes sem médico de família na região.

Para inverter este cenário de degradação, o movimento de utentes exige a atribuição imediata de médico e enfermeiro de família a toda a população, bem como a construção de uma maternidade no litoral alentejano.

Os representantes denunciam também o mau estado de conservação de vários edifícios públicos e as fortes restrições diárias que os cidadãos enfrentam no acesso a cuidados básicos de saúde e serviços administrativos.

Para além do setor da saúde, o documento reivindicativo estende-se a outras áreas estruturais para o desenvolvimento e bem-estar do litoral alentejano. Na área dos transportes e mobilidade, as comissões reclamam a melhoria urgente da rede de estradas e uma maior cobertura de transportes públicos para mitigar o isolamento das localidades.

É ainda exigida a reversão dos CTT para uma empresa 100% pública, como forma de garantir a proximidade dos serviços postais e financeiros às populações.

Face a este diagnóstico, as Comissões de Utentes do Litoral Alentejano reafirmam o seu empenho na contestação social e prometem manter a pressão sobre o executivo para que os direitos constitucionais dos residentes sejam integralmente assegurados.