A iniciativa, organizada em articulação com a estrutura local dos bloquistas, teve como principal propósito analisar detalhadamente os projetos em desenvolvimento no complexo industrial e portuário de Sines, nomeadamente a construção de um megacentro de dados.

Durante a visita, a comitiva centrou as suas atenções no impacto daquela que classificam como uma "falsa transição energética e digital", aproveitando ainda para manifestar duras críticas à recente intenção de militarização do Porto de Sines.

Segundo a força política, esta ação serviu para conhecer no terreno as repercussões de um modelo de desenvolvimento que consideram estar a ser imposto a Sines por via da União Europeia, desenhado especificamente para servir os interesses de grandes empresas e dinâmicas geopolíticas associadas ao contexto de guerra dos Estados Unidos.

O encontro permitiu também auscultar os principais desafios vividos por quem reside e trabalha na região, de forma a traçar estratégias conjuntas que reforcem a capacidade de intervenção do partido sobre estas matérias.

No balanço da visita, os responsáveis do Bloco de Esquerda avaliaram os impactos ambientais e sociais deste modelo, alertando que a acelerada expansão energética não se traduz numa redução efetiva de emissões poluentes e destacando, em simultâneo, preocupações com a perda de biodiversidade, a destruição do território por megaprojetos fotovoltaicos e eólicos, a especulação imobiliária e a forte pressão sobre os serviços públicos locais.