Sob o mote “Tentemos”, a iniciativa promovida pela Câmara Municipal de Odemira, com curadoria de Hugo Cruz, decorre em vários espaços de Odemira, Vila Nova de Milfontes, Sabóia e São Luís, tendo como grande propósito valorizar a diversidade cultural e ecológica daquele território do Alentejo Litoral através do cruzamento de saberes.

O arranque do evento ficou marcado pela sessão de abertura no Jardim Sousa Prado, em Odemira, onde foi anunciada a nova Bolsa Internacional de Criação Artística Madalena Victorino.

O primeiro dia da bienal incluiu ainda a inauguração da instalação “Selva Coragem”, do Teatro do Frio — desenvolvida com plantas cedidas por habitantes locais —, debates sobre as confluências entre arte e ciência, e a oficina participativa “Party Lab”, conduzida por Álvaro Valls.

O programa prossegue este domingo com discussões dedicadas às formas de habitar e transformar a paisagem, a oficina “Música das Esferas”, a abertura da instalação “(enlaça o ficar!)”, de Carlos Noronha Feio, e um concerto do multi-instrumentista Adam Bem Ezra.

Paralelamente às atividades públicas, decorre ao longo de todo o fim de semana o Encontro Internacional de Programadores e Curadores, desenhado para potenciar o ecossistema artístico local e criar redes de colaboração internacional.

O encerramento oficial da bienal acontece amanhã, segunda-feira, com a apresentação de “Tentemos”, um projeto cocriado pela ondamarela em conjunto com a comunidade de Odemira que terá a participação especial da fadista Gisela João, terminando com um jantar comunitário que sela este primeiro passo na afirmação do concelho como um polo de criação contemporânea e diálogo global.