Bienal de Arte e Ciência de Odemira já arrancou e termina amanhã com Gisela João
A "edição zero" da Bienal de Arte e Ciência de Odemira (BO) já arrancou ontem sábado, dia 3 de outubro, reunindo artistas, investigadores, profissionais da cultura e comunidades locais num evento que se estende até amanhã, segunda-feira, dia 5 de outubro.
Sob o mote “Tentemos”, a iniciativa promovida pela Câmara Municipal de Odemira, com curadoria de Hugo Cruz, decorre em vários espaços de Odemira, Vila Nova de Milfontes, Sabóia e São Luís, tendo como grande propósito valorizar a diversidade cultural e ecológica daquele território do Alentejo Litoral através do cruzamento de saberes.
O arranque do evento ficou marcado pela sessão de abertura no Jardim Sousa Prado, em Odemira, onde foi anunciada a nova Bolsa Internacional de Criação Artística Madalena Victorino.
O primeiro dia da bienal incluiu ainda a inauguração da instalação “Selva Coragem”, do Teatro do Frio — desenvolvida com plantas cedidas por habitantes locais —, debates sobre as confluências entre arte e ciência, e a oficina participativa “Party Lab”, conduzida por Álvaro Valls.
O programa prossegue este domingo com discussões dedicadas às formas de habitar e transformar a paisagem, a oficina “Música das Esferas”, a abertura da instalação “(enlaça o ficar!)”, de Carlos Noronha Feio, e um concerto do multi-instrumentista Adam Bem Ezra.
Paralelamente às atividades públicas, decorre ao longo de todo o fim de semana o Encontro Internacional de Programadores e Curadores, desenhado para potenciar o ecossistema artístico local e criar redes de colaboração internacional.
O encerramento oficial da bienal acontece amanhã, segunda-feira, com a apresentação de “Tentemos”, um projeto cocriado pela ondamarela em conjunto com a comunidade de Odemira que terá a participação especial da fadista Gisela João, terminando com um jantar comunitário que sela este primeiro passo na afirmação do concelho como um polo de criação contemporânea e diálogo global.
