Foto: C.M. de Sines - Organização do FMM

A vila piscatória voltou a acolher as noites de abertura da 26.ª edição do certame, transformando o Largo Marquês de Pombal num palco multicultural de referência.Segundo os dados divulgados pela agência de notícias portuguesa, a hipótese de retirar Porto Covo do roteiro inicial foi ponderada pela organização devido aos crescentes desafios de produção e a um corte substancial de 400 mil euros no orçamento global da edição de 2026. No entanto, o impacto económico, a forte adesão do público e a singularidade da ligação entre a música e o território pesaram mais na decisão final. O ambiente gerado no comércio local, a par da promoção turística do concelho, revalidou a importância estratégica deste arranque descentralizado.O início da programação confirmou as expectativas, registando uma enchente massiva na primeira noite. O músico português Bruno Pernadas, responsável pelo concerto de abertura, testemunhou a forte recetividade do público diante de uma praça completamente lotada. A passagem do festival pela aldeia estendeu-se até domingo, com as atuações do senegalês Momi Maiga e de The Legendary Tigerman, num alinhamento que desafiou as dinâmicas locais, incluindo ajustes de horários para a transmissão da final do Mundial de Futebol.

Com o encerramento do primeiro grande bloco na vila costeira, o FMM Sines segue agora em exclusivo para a cidade de Sines. Até ao dia 25 de julho, o festival continua a cumprir o seu roteiro com mais concertos e iniciativas distribuídas pelo Castelo, Centro de Artes e Avenida Vasco da Gama, totalizando 38 atuações de artistas vindos de quatro continentes.