Atualmente, o concelho assume-se como um pilar central para o país devido ao forte dinamismo no porto de águas profundas, na indústria, na energia, na logística, no hidrogénio e na economia digital.

Este ecossistema tem atraído investimentos de milhares de milhões de euros e colocado Sines no centro de decisões cruciais para o futuro de Portugal. No entanto, Álvaro Beijinha adverte que este crescimento acelerado acarreta fortes impactos negativos a nível local.

De acordo com o líder do executivo municipal, cada novo projeto acolhido na região "aumenta a pressão sobre as redes de água e saneamento, a produção de resíduos, as acessibilidades, a segurança, a proteção civil, os serviços públicos e o ambiente".

Contudo, o autarca destaca a habitação como a área mais criticamente afetada por este desenvolvimento.

Diante deste cenário, o presidente da autarquia considera "inaceitável" que um pequeno território suporte os custos acrescidos de infraestruturas e serviços para gerar receitas fiscais nacionais e elevados lucros empresariais, sem que a comunidade local beneficie de uma contrapartida justa.Para mitigar estas assimetrias, Álvaro Beijinha propõe uma revisão legislativa.

O autarca defende que a Lei das Finanças Públicas deve passar a incorporar um princípio de impacto territorial. Esta medida estabeleceria que uma parcela significativa das receitas fiscais geradas pelas grandes unidades industriais, energéticas, logísticas ou digitais permaneça diretamente nos municípios que as acolhem.

"Sines tem orgulho em contribuir para a economia portuguesa e para a modernização do país", conclui o edil, reforçando que o verdadeiro desenvolvimento não se mede apenas pela soma de milhões de euros investidos, mas sim pela capacidade de "transformar riqueza económica em bem-estar, oportunidades e melhores condições de vida" para a população.