Num comunicado na pagina de facebook da instituição, Eduardo Bandeira explicou que “estamos a enfrentar coletivamente, o país e o mundo, um desafio sem precedentes na era da globalização da mobilidade de pessoas e bens. Estamos confrontados com riscos que não antecipávamos e para os quais não estávamos preparados”.

“Ciente da responsabilidade que lhe cabe, a Santa Casa da Misericórdia de Sines (SCMS) implementou um conjunto de ações minimizadoras do impacto da pandemia, algumas por iniciativa própria, das quais destaco: criação e publicação de um plano de contingência, suspensão de visitas e do trabalho de voluntariado, suspensão das saídas dos utentes, encerramento do serviço de fisioterapia ao público, suspensão do Centro de Dia, cancelamento de todas as atividades externas no Salão Social, suspensão de todas as atividades dos residentes fora do Lar, segregação dos serviços de Lar em cada um dos três edifícios (com salas de isolamento autónomas) e intensificação das medidas de higiene e das ações de limpeza” informou o Provedor na comunicação.

“Implementámos ainda regime de trabalho com equipas ao serviço e em casa a rodar ao fim de sete dias, recrutamento adicional de trabalhadores e esclarecimento permanente a todos os envolvidos, residentes e trabalhadores, sobre as decisões tomadas e os seus objetivos, inquérito de sintomas e registo da temperatura corporal aos trabalhadores” explicou Eduardo Bandeira.

Para compensar algumas destas restrições, “disseminámos a teleconferência entre os residentes e os seus familiares, incrementámos as atividades de animação e fisioterapia nos locais devidamente preparados do Lar e transferimos para apoio domiciliário a resposta que dávamos no Centro de Dia”.

“A situação na Santa Casa é de total normalidade. Todos os dias trabalhamos para reduzir os riscos de contágio e os impactos negativos que estas restrições têm nos nossos idosos. Estamos atentos ao evoluir da situação e adequaremos a nossa atividade em conformidade com a realidade que possamos antecipar”.

“Não estamos sozinhos nesta missão; um conjunto significativo de entidades e empresas estão solidárias com as dificuldades da Santa Casa e apoiam-nos na nossa ação. Mantemo-nos recetivos às vossas sugestões, que nos podem continuar a fazer chegar pelos canais habituais”.

Nesta data, a SCMS acolhe mais de 200 utentes no Lar Residencial e dá apoio domiciliário diário a mais de 100 outros idosos.

A resposta da Santa Casa só é possível “graças ao empenho, profissionalismo e dedicação dos nossos trabalhadores. A eles deixo o meu agradecimento e a todos vós peço a melhor compreensão pelas restrições que aqui descrevi e que se manterão enquanto a situação de pandemia o exigir” concluiu Eduardo Bandeira.


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