“Contos de Macau” é uma obra de um grande lirismo. As narrativas dos vários contos deixam transparecer uma elevada qualidade estética e um excelente domínio da linguagem. A atmosfera da cultura oriental está muito bem representada, seduzindo a atenção do leitor” foram as fundamentações que levaram o júri a atribuir a João Morgado a vitória no concurso.

João Morgado nasceu em 1965, na Covilhã. Poeta e romancista, é doutorado em Comunicação na Universidade da Beira Interior, onde se licenciou, tem um mestrado em Estudos Europeus na Universidade de Salamanca, Espanha, e uma pós-graduação em Marketing Político pela Universidade Independente / Universidade de Madrid. É membro do Centro de Investigação Professor Doutor Joaquim Veríssimo Serrão.

Foi distinguido com a Grã-Cruz da Ordem do Mérito Cívico e Cultural, oficializada pela República Federativa do Brasil, pelo seu trabalho de investigação sobre Pedro Álvares Cabral. Recebeu ainda o Troféu “Cristo Redentor” pelo seu trabalho em prol da cultura luso-brasileira, entregue pela Academia de Letras e Artes de Paranapuã – Rio de Janeiro. É um autor premiado nas áreas do romance, poesia e conto. Na literatura, afirmou-se com dois romances: «Diário dos Infiéis» e «Diário dos Imperfeitos».

A reunião decisiva do júri da 13ª Edição do Prémio Nacional de Conto Manuel da Fonseca teve lugar no dia 25 de setembro.

O júri da XIII Edição do Prémio Nacional de Conto Manuel da Fonseca foi constituído por Luís Machado, secretário-geral da Associação Portuguesa de Escritores, tem desenvolvido nos últimos anos uma intensa atividade como animador cultural, particularmente na divulgação da poesia. Homem de cultura, foi ator, jornalista e crítico de cinema; Manuel Frias Martins, presidente da Associação Portuguesa de Críticos Literários, ensaísta, professor universitário e crítico literário e Miguel Real, professor, escritor, ensaísta e crítico literário, possui uma vasta obra dividida entre o ensaio, a ficção e o drama. 

O júri deliberou atribuir duas menções honrosas às seguintes obras:

“O eterno ciclo da vida ao ritmo das estações do ano: contos didáticos”, da autoria de António Gonçalves Ventura, assinada sob o pseudónimo Simão Alves Cabral. (António Gonçalves Ventura é historiador com obra publicada).

“A pele é um incêndio”, da autoria de Maria Teresa T.G. Branco, assinada sob o pseudónimo A. Branco.

O primeiro prémio do concurso recebe um valor pecuniário de quatro mil euros e a obra será editada pela Câmara Municipal de Santiago do Cacém.


Comente esta notícia


SINES