Os deputados do BE, defenderam que “a transição energética como parte do combate à emergência climática não pode ao mesmo tempo criar uma crise social. Os trabalhadores da EDP e dos serviços externos têm de ser requalificados e reintegrados no mercado de trabalho. Essa responsabilidade tem de ser claramente assumida pelo governo” afirmou a deputada Sandra Cunha.

"A resposta à emergência climática faz-se com e para os trabalhadores e com a criação de emprego” acrescentou o deputado Nelson Peralta.

Por sua vez a Deputada Isabel Pires, informou a Direção do SIEAP que o grupo parlamentar vai, desde já, questionar o IEFP sobre o processo de requalificação destes trabalhadores.

Recorde-se que António Costa anunciou fecho da Central em setembro de 2023, mas não existe nenhuma obrigatoriedade da EDP de a manter aberta até lá.

Com prejuízos constantes, no ano de 2019 foram reportados 140 M€, e com redução de custos evidente, este encerramento pode acontecer antes da data apontada pelo governo, tornando mais premente o processo de requalificação e reintegração dos trabalhadores.

Há dois anos a esta parte que a EDP tem vindo a reduzir o quadro de pessoal, um quadro bastante diversificado em idades e diferentes qualificações, que precisarão de respostas adequadas, sendo que os trabalhadores subcontratados sentirão ainda mais, as dificuldades de integração em novas empresas, formação e até no custo das suas eventuais indemnizações.


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